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Roncar é um incômodo tanto para o roncador quanto
para as pessoas que dormem com ele. Mas devemos lembrar que
outros problemas graves de saúde como a hipertensão,
sobrecarga cardiopulmonar, sonolência durante o dia,
baixo rendimento intelectual e no trabalho, cansaço
e irritabilidade persistentes, arritmias cardíacas
e até AVC, podem estar associados ao ronco e à
Síndrome da Apnéia do sono e podem ser evitados
quando se faz o tratamento adequado.
Cerca de um em cada cinco adultos ronca. O responsável
por esta alteração do silêncio noturno
é o véu palatino, que é uma mucosa reforçada
com fina camada de músculos. Ela separa a garganta
da cavidade nasofaríngea e pode sofrer ondulações
durante a respiração. O palato mole ou véu
palatino não é a única causa para o surgimento
do ronco e da apnéia, outros fatores como a velocidade
e direção das aspirações podem
provocar vibrações fortes no véu palatino
tendo como conseqüência o aparecimento do ronco.
Outras causas que determinam o ronco são a obesidade,
alcoolismo, tabagismo.
A apnéia
do sono é a obstrução das vias aéreas
por alguns momentos durante a noite, pela flacidez dos tecidos
da garganta, impedindo a respiração por alguns
segundos, várias vezes por noite, e o ronco é
a vibração dos tecidos da garganta quando o
ar passa
Uma das causas da forte concentração da aspiração
pode ser um estreitamento das vias respiratórias. Por
isso se ronca mais quando se está resfriado, com as
amígdalas inflamadas e o nariz entupido.
Durante
o sono, os músculos da garganta relaxam e, em algumas
pessoas, provocam um estreitamento da passagem de ar, o que
resulta numa respiração mais profunda para forçar
a passagem e permitir que o ar entre nos pulmões. Essa
respiração mais profunda e forçada através
da boca provoca vibrações ruidosas do palato
mole.
Um fator
que com freqüência colabora para o aparecimento
do ronco e da apnéia é a atresia bucal, com
o vazio bucal diminuído, a língua se posiciona
posteriormente em relação à sua postura
fisiológica, provocando um estreitamento das vias respiratórias
agravando o problema do ronco. Esses
problemas são freqüentes no homem a partir dos
30 anos e nas mulheres a partir da menopausa.
O tratamento
através de aparelhos bucais que devolvem a correta
dimensão têm ganho importância no tratamento
desses problemas, pois a adaptação ao uso é
fácil e a eficácia desses aparelhos vem ganhando
espaço como uma das principais formas de tratamento.
O aparelho funciona fazendo a mandíbula avançar
e mantendo-a firmemente nessa posição anteriorizada,
o que faz com que os tecidos da garganta se “estiquem”,
aumentando a abertura para a passagem do ar, este avanço
da mandíbula estimula o reflexo da musculatura da faringe
a ficar mais tensa, mais firme, evitando o ronco.
Os aparelhos
são construídos de forma a devolver o correto
posicionamento da mandíbula, possibilitando que a passagem
do ar fique o mais desobstruída possível.
Existem limitações que devem ser avaliadas com
o auxílio de um médico especializado no tratamento
de distúrbios de sono e de um exame, a polissonografia.
Para fazer esse exame, o paciente dorme na clínica
uma noite, sendo monitorado em todos os aspectos do seu sono,
como contrações musculares, problemas respiratórios
e cardíacos entre outros.
O ronco
é o problema mais incômodo, mas a apnéia
do sono é mais importante e precisamos nos preocupar
com ela.Não morremos sufocados em uma crise de apnéia,
porque o cérebro controla os níveis de oxigênio
e gás carbônico no sangue e, quando eles se alteram,
acordamos e voltamos a respirar. Mas a apnéia pode
aumentar em muito a chance de desenvolvermos doenças
que matam, como o infarto do coração e os derrames
cerebrais.
Os principais sintomas da apnéia do sono são
o ronco e a grande sonolência diurna.
Fonte:
*Dr. Agné Cervo Peres, Dra. Roseli Luppino Peres e
Dra. Gabriella Luppino Peres
são dentistas especialistas em Ortopedia Funcional
dos Maxilares.
Fone/Fax: (11) 3661-8533 - sistemicaodont@aol.com |