Com
os avanços da medicina, um número cada
vez maior de pessoas está tendo o privilégio
de chegar aos 80, 90 anos. No entanto, é preciso
que esta conquista seja completa. Para tanto, basta
investir na prevenção e na qualidade de
vida.
Quem faz o alerta são os ortopedistas Maurício
de Moraes e Rubens Rodrigues. Eles explicam que os idosos
não preenchem mais o rótulo de velhinhos
frágeis e dependentes. É cada vez mais
comum encontrar senhoras com saltos muito altos, homens
e mulheres que praticam esporte ou permanecem trabalhando
por horas sentados.
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A mudança
de costumes, no entanto, não interrompe a ação
da natureza, tampouco impede que estas pessoas sejam vítimas
de doenças como a osteoporose, que acomete cerca de
dez milhões de pessoas somente no Brasil, tenham problemas
de fascíte plantar, esporão do calcâneo,
hérnias de disco, entre outras.
A osteoporose,
por exemplo, é uma doença resultante da perda
gradual da substância óssea que ocorre naturalmente
com o envelhecimento, explica o doutor Maurício. “Isso
produz uma fragilidade do osso e aumenta o risco de fraturas,
especialmente do quadril, coluna e punho”.
Após os 35 anos, a reabsorção óssea
lentamente começa a exceder a formação.
Para a mulher, a perda óssea é muito maior durante
os cinco anos seguintes à menopausa. O homem, embora
numa taxa muito menor, também sofre essa perda. Depois
dos 70 anos existe outra forma de osteoporose que acomete
tanto homens quanto mulheres, a osteoporose senil, própria
do envelhecimento.
Certos
fatores estão ligados ao desenvolvimento da osteoporose
ou contribuem para uma maior probabilidade individual da ocorrência
da doença. São os chamados fatores de risco.
Alguns destes fatores de risco não podem ser modificados,
outros são possíveis de serem alterados, a fim
de diminuir o risco do surgimento da osteoporose.
Na
análise do Dr. Rubens, é importante que
o idoso mantenha a qualidade de vida sempre. “Existem
pessoas que sofrem com problemas de artrose e hérnias
de disco. A medicina possui técnicas minimamente
invasivas que podem eliminar ou reduzir muito este sofrimento”.
No caso específico da osteoporose a prevenção
inclui a necessidade do indivíduo procurar manter
um estilo de vida saudável, evitando o álcool
e fumo e praticando exercícios físicos.
Para evitar quedas, deve-se usar calçados com
sola de borracha, nunca os escorregadios; evitar andar
de meias ou chinelos; procurar apoio de bengala ou andador
quando for preciso aumentar a estabilidade da marcha;
tomar cuidado com pisos lisos, muito polidos e molhados;
usar barras de apoio nas paredes do banheiro, tapete
de borracha no chuveiro ou na banheira. Os vãos
de escadas devem ser leves; é preciso ter corrimão
em ambos os lados; utilizar pequenas luzes de orientação
para auxiliar a locomoção dentro de casa,
à noite; evitar tapetes, objetos soltos pelo
chão e qualquer coisa que proporcione tropeços,
até mesmo animais domésticos; melhorar
as condições da visão. |

Dr.
Maurício de Moraes

Dr.
Rubens Rodrigues
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“A
medicina oferece inúmeras técnicas de cirurgias,
no entanto, nada vale mais que a prevenção.
Ao aprender a conviver com suas limitações,
o ser humano passa a desfrutar melhor do seu dia-a-dia”,
argumenta o doutor Maurício.
| Fatores
de risco não modificáveis: |
•
Sexo Feminino: As mulheres podem perder até 20%
da massa óssea nos 5 a 7 anos após a menopausa,
tornando-as mais susceptíveis a osteoporose
• Indivíduos de constituição
delicada
• Raça branca e amarela
• Idade avançada
• História familiar de osteoporose
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| Fatores
de risco potencialmente modificáveis: |
•
Baixo peso do corpo (menor que 58kg)
• Deficiência de estrógeno no período
pós-menopausa
• Menopausa precoce (ocorrendo em idade menor que
45 anos) ou o
oforectomia bilateral (retirada cirúrgica dos ovários)
• Amenorréia pré-menopausa prolongada
(ausência dos ciclos menstruais por período
prolongado, antes da menopausa)
• Anorexia nervosa ou bulimia
• Café, fumo e cigarro
• Dieta baixa em cálcio
• Excesso de proteínas e fibras, na alimentação
• Medicamentos, como anticonvulsivantes e corticóides
• Sedentarismo
• Baixos níveis de testosterona, no homem |
Serviços
*Dr.
Maurício de Moraes e Dr. Rubens Rodrigues são
Membros
Titulares da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
(SBOT)
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