Apesar de todos os avanços da medicina e das descobertas de novos medicamentos, cada vez mais eficientes, a hipertensão arterial continua de difícil controle, sendo um dos principais fatores de risco no desenvolvimento das doenças do coração (infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca), do acidente vascular encefálico (o popular derrame), e da insuficiência renal. O risco de um acidente vascular cerebral é diretamente proporcional ao aumento da pressão arterial .Por isso cuidado! Muitos não sabem que são hipertensos.
Para o Dr. Francisco Carlos de Brito, "A pressão sanguínea aumenta com a idade, sendo já considerado hipertensão leve quando os valores chegam a 140/90 mmHg. No nosso país o número de hipertensos é bastante superior ao número de casos conhecidos e tratados".
Ainda segundo Brito, "todas as pessoas devem ter em mente que é possível prevenir a hipertensão e mesmo aqueles que já são hipertensos, reduzi-la, se adotarem medidas como: controlar o excesso de peso, não fumar, praticar atividade física regularmente (30 minutos por dia 5 dias na semana), usar menos sal (6 g ao dia), adotar uma alimentação com pouca gordura, e rica em frutas e vegetais e usar o álcool com moderação. Deve ser sempre lembrado que, se estas medidas de prevenção não conseguirem manter a pressão abaixo de 140/90 mmHg ou 130/80 mmHg nos diabéticos ou nefropatas, a indicação de uso de medicamentos se fará necessária".
A hipertensão não apresenta sintomas. Medir a pressão arterial de forma freqüente e sempre que for necessário é uma medida importante, já que, se não controlada a hipertensão vai agindo de forma silenciosa, causando vários problemas ao longo do tempo.
Dr. Francisco Carlos de Brito é médico geriatra
no Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
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