Depois
que a medicina descobriu que o envelhecimento é
causado pela perda hormonal e não que a perda
hormonal é causada pelo envelhecimento, tudo
ficou mais fácil. Pelo menos é o que acredita
o médico endocrinologista, especializado na medicina
Antienvelhecimento e na Terapêutica Gênica
e Celular em Idosos, Dr. César de Souza Lima
Colaneri. Ele explica que as pesquisas nesta área
têm alcançado resultados surpreendentes
e que os especialistas estão conseguindo aumentar
a longevidade em até 120 anos, prevenindo as
doenças do envelhecimento.
Por
isso, anime-se! O assunto aqui é melhor idade
com saúde e muita disposição para
fazer o que bem entender da vida.
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Considerando
que a velhice é hoje uma doença tratável,
Dr. César garante que não há mistérios
no tratamento antienvelhecimento. “A técnica
é fácil, é só manter os hormônios
e o metabolismo no nível de quando a pessoa tinha 40
anos de idade”, afirma, citando a reposição
hormonal como uma das principais armas para manter a saúde
na Terceira Idade, sem as ameaças da osteoporose, da
flacidez, da hipertensão arterial, do diabetes, dos
distúrbios da tireóide ou do Alzheimer, entre
outros males, característicos da fase da vida em que
a produção dos hormônios, essenciais para
o bom funcionamento do organismo já não é
a mesma. Segundo ele, hoje “conseguimos manter a nossa
idade biológica mais jovem, as custas de reposição
hormonal e correções do metabolismo mineral.
Isso é a Medicina Antienvelhecimento”.
Células-tronco
– uma janela para a imortalidade
Mas o
melhor está chegando de uma forma definitiva. Trata-se
dos transplantes de Células-tronco, que possibilitam
refazer ou renovar o tecido ou órgão lesado,
sem risco para o paciente, proporcionando a recuperação
integral das funções do corpo. “Abriu-se
uma janela quase que para a imortalidade”, garante Dr.
César, dando como exemplo os casos de Acidentes Vasculares
Cerebrais (AVC) e Coronarianos (Enfartos), quando a célula
tronco do próprio paciente refaz a vascularização
perdida em apenas 24 ou 46 horas, com o paciente recebendo
alta, sem qualquer seqüela. Ele também informa
que alguns hospitais em São Paulo já conseguem
reparar o pâncreas, formando novas células produtoras
de insulina, diferentes daquelas destruídas pelos anticorpos
do Diabetes do Tipo 1. O que significa dizer que para muitos
pacientes com este tipo de diabetes a recuperação
da qualidade de vida já é uma realidade. Coisa
que a bem pouco tempo, sequer se poderia sonhar.
O
que são as Células-tronco
O endocrinologista
e especialista em medicina antienvelhecimento explica que
as células-tronco são células mais primitivas
de origem embrionária capazes de gerar potencialmente
qualquer tecido do corpo humano. Atualmente apenas as do próprio
paciente – chamadas células-tronco autólogas
ou do cordão umbilical – são utilizadas,
já que as células embrionárias ainda
esperam por legislação própria para serem
realmente liberadas para fins de pesquisas no Brasil. De qualquer
forma, ele explica que a técnica consiste “primeiro
na prevenção das doenças do envelhecimento
e o armazenamento das células tronco retiradas do próprio
paciente e estocadas em condições específicas
– em temperatura a 192 graus negativos até por
30 anos – para garantir sua integridade físico-química
e biológica. Caso neste período o idoso sofra
de alguma doença ou acidente, imediatamente essas células
são descongeladas e injetadas no local da lesão,
fazendo a reparação do dano”.
Reposição de órgãos será
possível
Bastante
animado com os resultados da medicina antienvelhecimento,
Dr. César lembra que desde a década de 60 os
especialistas já sabem que alguns tecidos de um organismo
adulto se regeneram constantemente, como a pele, as paredes
do intestino e, principalmente o sangue, que tem células
sendo destruídas e renovadas durante todo o tempo.
“A renovação do sangue é tão
intensa que diariamente entram em circulação
cerca de 8 mil novas células sangüíneas.
É assombroso que o organismo consiga controlar um processo
proliferativo tão exuberante, impedindo, em circunstâncias
normais, que o número de células produzidas
exceda o necessário e que as células liberadas
na circulação estejam no estágio correto
de diferenciação”, enfatiza.
Explica,
no entanto, que é relativamente recente a constatação
de que além destes tecidos, outros órgãos
como fígado, pâncreas, músculos esqueléticos,
tecido adiposo e sistema nervoso também tenham um estoque
de células tronco e uma capacidade de regeneração
após lesões. “Mais recente ainda é
a idéia de que essas células-tronco ‘adultas’
não são apenas multipotentes, ou seja, capazes
de gerar os tipos celulares que compõem o tecido ou
órgão específico onde estão situadas,
mas também pluripotentes, isto é, podem gerar
células de outros órgãos e tecidos”,
diz o especialista, observando, porém, que estes estudos
estão ainda em fase inicial, mas que com a melhoria
das pesquisas “já poderemos prever para curto
espaço de tempo que caso algum idoso perca seu rim
ou seu pulmão, rapidamente teremos condições
de produzir um órgão novo”.
Sem
doenças no futuro é a promessa
Também
especialista em Terapêutica Gênica e Celular em
Idosos o médico lista doenças como Mal de Alzheimer
e Mal de Parkinson, doenças pulmonares obstrutivas
crônicas, degenerativas em geral, diabetes 1, acidentes
vasculares cerebral e coronariano, traumas da medula óssea
e cerebral, lesões oftálmicas tipo degeneração
macular e outras, câncer, cirrose hepática, pancreatite
crônica, além de doenças infantis congênitas
e muitas outras, como males que poderão ser abolidos
num futuro próximo da rotina de pacientes idosos ou
não, a partir do advento dos transplantes de células-troco.
Mas ele também adverte que as células-troco
autólogas não curam as doenças, porque
não corrigem as causas, sejam elas infecciosa, ambiental
ou genética. “Elas permitem que se regenerem
os órgãos afetados, mas se a causa não
for removida, o órgão será novamente
lesado”, explica.
Segundo
o Dr. César o futuro saudável está
exatamente na composição entre os benefícios
dos transplantes de células-troco e da medicina
antienvelhecimento. “No caso das doenças
genéticas há necessidade da manipulação
genética das células-troco do indivíduo
para corrigir o defeito genético antes de injetá-las
no paciente. Mas se a doença for de causa infecciosa
ou ambiental, é preciso que além da terapia
celular se remova o agente infeccioso ou ambiental causador
da doença”, conclui.
Fonte:
Dr. César de Souza Lima Colaneri, é médico
endocrinologista, especializado na medicina Antienvelhecimento
e na Terapêutica Gênica e Celular no Idoso.
Telefone para contato: (11) 3884-8070 - Email: clinicacolaneri@ig.com.br
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