Com
o avanço da idade não ouvir direito é
comum, mas não é normal. A não
ser aquela velhinha do programa A Praça é
Nossa, ninguém precisa conviver com a perda auditiva.
A audição é um sentido importante
para um bom convívio social, se é afetada,
conseqüentemente, a relação com as
outras pessoas também é prejudicada.
Por
não ouvirem direito, os idosos acabam não
se expressando bem verbalmente, com isso as pessoas
ao seu redor acabam por interpretá-los mal. O
pior é que a falta de clareza no falar passa
a imagem de que a pessoa está mentalmente confusa,
distraída, e, injustamente, senil.
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“A
surdez no idoso constitui um dos mais importantes fatores
de desagregação social. De todas as privações
sensoriais, a perda auditiva é a que produz efeito
mais devastador no processo de comunicação do
idoso, sem contar que muitas vezes a deficiência auditiva
pode ser acompanhada de um zumbido que compromete ainda mais
o bem-estar daquele indivíduo”, explica o Dr.
Sady Selaimen da Costa, presidente da Sociedade Brasileira
de Otologia.
Os problemas
de audição acontecem porque o ouvido humano,
como todas as outras partes do organismo, envelhece, o que
é chamado de presbiacusia.
Ninguém tem que viver com algo que incomoda se há
soluções que podem amenizar o problema”,
diz o Dr. Luis Carlos Alves de Sousa, coordenador da Campanha
Nacional de Audição: “Assim como há
o envelhecimento da visão e a pessoa passa a ver menos,
com a idade ela também passa a ouvir menos. E como
é natural usarmos óculos para poder amplificar
as imagens, também deveríamos usar os aparelhos
de amplificação sonora (AASI), também
chamados de próteses auditivas, ou outros equipamentos
auxiliares para a audição, sem nenhum preconceito,
como forma de se minimizar os efeitos negativos da deficiência
auditiva que tanto aflige as pessoas”, afirma Dr Sousa.
Os sintomas
de quem começa a ter dificuldades para ouvir são
vários e, segundo a fonoaudióloga Elisabetta
Radini, a pessoa só se dá conta da deficiência
da audição quando a perda já começa
a mudar seus hábitos: “A pessoa só percebe
a dificuldade auditiva quando ela interfere na vida social
e muda algumas coisas no seu dia-dia, como a altura do volume
da televisão”. diz Elisabetta.
A
fonoaudióloga afirma ainda que, ao primeiro sinal
de diminuição na audição,
a pessoa deve procurar um médico especializado
para avaliação do problema: “O médico,
analisando o caso, pode indicar um remédio, uma
cirurgia ou um aparelho, resolvendo rapidamente o problema”,
aconselha.
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| Fique
de ouvido “ligado” nos sintomas: |
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Redução na percepção da
fala em várias situações e ambientes
acústicos - O sintoma piora em ambientes ruidosos.
Muitas vezes, a perda auditiva surge associada a um
zumbido, o que piora o problema.
• Ouvir mas não entender - o idoso muitas
vezes ouve o que a pessoa está falando, mas não
entende.
•
Alterações psicológicas - Depressão,
embaraço, frustração, raiva, medo
e outras alterações psicológicas
podem surgir causadas por incapacidade pessoal de comunicar-se
com os outros.
• Isolamento social - A interação
com a família, amigos e comunidade fica seriamente
afetada.
• Incapacidade auditiva - igrejas, teatro, cinema,
rádio e TV.
• Intolerância (irritação)
a sons de moderada à alta intensidade (principalmente
os agudos) - Se a pessoa fala baixo, o idoso não
ouve, se ela grita, o incomoda.
• Problemas de alerta e defesa - incapacidade
para ouvir pessoas e veículos aproximando-se,
panelas fervendo, alarmes, telefone, campainha da porta,
anúncios de emergências em rádio
e TV.
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| Dicas
para quem convive com o problema |
Não
se trata de solução, mas algumas dicas podem
ajudar os familiares e amigos do deficiente auditivo a
contornar o problema:
1) Falar pausadamente e olhando de frente para a pessoa
com dificuldade auditiva;
2) Falar em tom um pouco mais alto, mas sem gritar;
3) Caso a pessoa não compreenda bem, repetir o
que foi dito empregando algumas palavras diferentes para
aumentar a chance de compreensão;
4) Jamais falar gritando de outros aposentos da casa;
5) Incentivar uma avaliação médica
do problema, e, se houver indicação, o uso
de aparelhos auditivos;
6) Incentivar o uso de fones de ouvido para assitir televisão
e escutar aparelhos de som;
7) Incentivar a instalação de alarmes luminosos
para a campainha da casa e do telefone. |
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